A CAMPANHA FORA GENOCIDA

Como surgiu?

A campanha FORA GENOCIDA começou no dia 17 março, após um pedido feito por Mariangela Cabelo no canal Todos pela Saúde (TPS). Nesse vídeo ela explica como a sindemia da Covid-19 irá continuar matando a população enquanto não houver o IMPEACHMENT de Bolsonaro. Diante a inércia dos políticos, da democracia representativa, em tomar alguma atitude em relação ao impeachment, Mariangela pede para que os participantes do canal TPS e do canal do Filósofo mandem para seu e-mail vídeos pedindo o impeachment do presidente Genocida.

O público participa de imediato da campanha

20 de mar. de 2021

Primeiro compilado dos vídeos mandados ao canal:

 

Pôster do YouTube

A campanha toma outra proporção

23 de março de 2021

Mariangela Cabelo anuncia no canal Todos pela Saúde o site foragenocida.com e orienta o público como a carta deveria ser enviada. A carta era endereçada aos e-mails das lideranças do parlamento e à alguns senadores (Não era todos devido ao limite de destinatários por e-mail).

Para ler o teor da primeira carta, cujo um trecho se encontra abaixo, clique aqui.

“O Coronavírus pode ser natural, mas não na COVID. A COVID não é uma doença natural. Ela faz parte de uma ação biopolítica. É um mal que nasceu da vida da cidade e se espraiou pelo mundo por conta da cidade. A polis é seu campo, a política ou a biopolítica é seu meio de propagação.”

A PARTICIPAÇÃO NA CAMPANHA

23 de março de 2021

As pessoas continuam participando com vídeos. O público enfatiza e mostra o desejo pelo o IMPEACHMENT. A campanha visa chamar a atenção dos políticos e da mídia, que nesse momento (março de 2021) estão discutindo as eleições de 2022 – apesar da distancia para posse de um novo presidente (janeiro de 2023).

O INCOMÔDO DA CAMPANHA

24 de março de 2021

Em menos de 24 horas do início da campanha por e-mail, o Senador Pacheco bloqueou sua caixa de entrada à população que pedia o IMPEACHMENT do presidente.

O político que corta a comunicação com o povo

Um técnico em TI questiona à Assessoria Técnica da Ouvidoria do Senado Federal o que justificava o bloqueio, apesar de nossa carta não ser um spam. Então confirma-se pela própria equipe técnica do Senado que o bloqueio foi a pedido do senador:

“Os usuários da rede do Senado Federal têm a possibilidade de realizar bloqueios personalizados no âmbito de suas contas.” Ler mais: – Ouvidoria – Senado Federal

Vídeo da campanha

30 de março de 2021

A campanha vai para o WhastApp

04 de abril de 2021

A campanha migra para o WhatsApp. Alguns motivos da mudança:

1 – 6000 (seis mil) pessoas enviaram e-mails aos parlamentares usando o script do site foragenocida.com. Entretanto, alguns parlamentares estavam com a caixa cheia desde o inicio da campanha, a exemplo: Vicente Paulo da Silva (PT), Paulo José Guedes (PT), Marcelo Freixo (PSOL), Wolney Queiroz Maciel (PDT), entre outros.

2- Apesar do grande número de e-mails e dos variados destinatários, a única resposta padrão veio da equipe da deputada Sâmia Bomfim (PSOL):

Estamos juntos na luta para derrubar esse governo genocida! Impeachment já. Fora Bolsonaro”

3- Apesar dos parlamentares possuem assessores por “conta da casa”, ou seja, não precisam dispensar do próprio salário a contratação de assessores, o e-mail institucional parecia um mero enfeite. A comunicação com os deputados parecia uma missão impossível para a sociedade civil.

Devido a essas dificuldades tentou-se um caminho mais direito. Veja a carta enviada pelo WhatsApp clicando aqui

Todas as medidas para resolver o problema são, portanto, políticas ou biopolíticas. Se não tomadas, vamos viver o que vivemos com a meningite, um problema que, nos anos setenta, ceifou vidas exageradamente e que durou cinco anos! Podemos passar cinco ou mais anos no quadro dessa sindemia. E isso pode ser agravado assustadoramente se outras sindemias aparecerem. A única ação real que resolve o problema é tirar o maior entrave político que temos, e que fez com que tudo ocorresse do modo errado que ocorreu.

08 de abril de 2021

Barroso determina instalação de CPI da Pandemia no Senado

Segunda carta pelo WhastApp

09 de abril de 2021

As respostas dos deputados de oposição eram desanimadoras. Eles vinham com as mais diversas desculpas para não articularem o Impeachment. Desde o número cabalístico de 127 votos favoráveis a um possível processo de impeachment, até a importância de desgastar o Bolsonaro. Com a abertura da CPI uma nova carta é escrita:

“A CPI DA COVID É MAIS QUE necessária. Mas será que ela é o instrumento correto para segurarmos Bolsonaro? Não é o suficiente”…

…”Com as novas cepas atuando por conta da vacinação morosa poderemos entrar por um túnel de mortes mais assustador do que este em que estamos. A sindemia pode simplesmente NÃO ACABAR!” Ler mais

13 de abril de 2021

Reunião com deputado Glauber

ECOS DA CAMPANHA

14 de abril de 2021

Após quase um mês de campanha, a ideia da campanha fora genocida começa a ecoar. O Jornal Estadão posta uma matéria cuja o título é ” Oposição articula movimento para unir autores dos mais de 100 pedidos de impeachment”

15 de abril de 2021

O candidato a república Ciro Gomes diz que é necessário chamar os autores dos processos do impeachment.

16 de abril de 2021

Reunião com Fernanda Melchionna (PSOL), Glauber Braga (PSOL) e Sâmia Bonfim (PSOL)

23 de abril de 2021

O I fórum com os autores dos pedidos de impeachment foi transmitido pelo canal do Filósofo Paulo Ghiraldelli. Um dos autores confirmou o descaso dos deputados de oposição em relação a campanha pelo impeachment:

“Nenhum deputado me contatou, nenhum senador me contatou. Com relação à imprensa, saiu alguma coisa na Folha de São Paulo“.

25 de abril de 2021

Movimento foragenocida.com redige seu próprio pedido de impeachment.

26 de abril de 2021

Após rumores na impressa que Bolsonaro não poderia ser chamado de Genocida, o professor Paulo Ghiraldelli lembra a definição de genocida.

27 de abril de 2021

As manifestações do público:

28 de abril de 2021

Reunião fechada dos autores de pedidos de impeachment

3 de maio de 2021

Nunes Marques intima Bolsonaro e Lira em MS sobre apreciação de impeachment

 

Bolsonaro e Lira são as partes agravadas em um recurso interposto no Supremo Tribunal Federal pelos advogados Thiago Santos Aguiar de Pádua e José Rossini Campos do Couto Correa. Segundo eles, Bolsonaro se omitiu no combate à Covid-19 e incentivou comportamento contrário às medidas de prevenção ao contágio da doença — o que fundamentou pedido de impeachment apresentado na Câmara. Como a peça não foi apreciada pela presidência da Casa, recorreram ao Supremo, via mandado de segurança.

4 de maio de 2021

Advogados recorrem de decisão que negou omissão de Nunes Marques

Os advogados Thiago Santos Aguiar de Pádua e José Rossini Campos do Couto Correa pediram a retratação da decisão do ministro Marco Aurélio, que na última semana negou seguimento ao mandado de segurança ajuizado por eles. A ação questionava a demora do ministro Nunes Marques em apreciar outro MS, referente ao pedido de análise de impeachment do presidente Jair Bolsonaro por crime de responsabilidade.

7 de maio de 2021

III Fórum dos autores de pedidos de impeachment

O convidado da noite foi o vereador Fabão da cidade de Uberlândia, organizador do movimento Minas Pelo Impeachment. Foram discutidas ações da democracia participativa, como o site foragenocida e o Minas Pelo Impeachment.

Segunda carta

Abaixo você encontra a segunda carta da campanha fora genocida – enviada aos WhatsApps aos deputados. A carta faz parte da campanha pelo Impeachment do canal Todos pela Saúde e canal do Filósofo:

Vivemos um erro crasso: o de acreditar que estamos combatendo uma doença natural, e que, portanto, cabe a médicos e hospitais resolverem o problema. Não! A covid é um produto político ou, melhor dizendo, biopolítico. Ela nasceu da polis, isto é, da cidade, do modo como organizamos a vida arquitetônica e cultural. Nossa ação ecológica falhou. A covid se espalhou pelos mesmos motivos pelos quais surgiu.

Os filósofos podem dizer que se trata de um fenômeno de biopolítica. A política que atinge a vida. Os cientistas criaram o termo sindemia para substituir o termo pandemia. Um conjunto de vetores de ordens distintas, mas atuando articuladamente sobre a vida humana de modo a colocá-la em risco é uma sindemia. Médicos mais atualizados já estão utilizando esse termo.

Assim, se a covid é da ordem da biopolítica, só medidas biopolíticas poderiam combatê-la. O lockdown rápido, radical e total associado a uma reforma de abertura dos bairros pobres e favelas, junto com um tipo de auxílio emergencial não burocratizado (800 reais seria pouco!) seria o primeiro passo. O segundo passo seria a campanha de explicação sobre a higiene diante da doença e a mutabilidade do vírus.

Todavia, como o conceito usado foi o de doença natural, e para a qual não se teria vacina, então tudo foi deixado pela conta da sorte, da natureza. Se alguém pega a doença, que se vire. Não se tem muito o que fazer diante de infortúnios da natureza. No máximo, pode-se diminuir a dor de alguém, e então tudo vira um problema de médicos e hospitais. Ou então da mística: cloroquina e benzimentos. A esquerda e optou pelos médicos e hospitais, a direita pela mística. O conceito errado levou às ações erradas.

Mesmo agora, tendo a vacina, a ideia de doença natural ainda é prejudicial. Pois vacina não é algo que se aplica e, então, resolve o problema. Vacina é algo da biopolítica, e isso em dois sentidos: é necessário que as patentes sejam quebradas e o mundo todo tenha igual acesso; vacina é algo que depende de uma política de ação rápida, caso contrário a mutabilidade do vírus reverte o processo todo.

Todas as medidas para resolver o problema são, portanto, políticas ou biopolíticas. Se não tomadas, vamos viver o que vivemos com a meningite, um problema que, nos anos setenta, ceifou vidas exageradamente e que durou cinco anos! Podemos passar cinco ou mais anos no quadro dessa sindemia. E isso pode ser agravado assustadoramente se outras sindemias aparecerem. A única ação real que resolve o problema é tirar o maior entrave político que temos, e que fez com que tudo ocorresse do modo errado que ocorreu.

Temos de realizar o Impeachment de Bolsonaro. Com ele no governo, nenhuma atitude racional será tomada. Todos sabemos disso! Esperar a via eleitoral para parar as mortes é colaborar com o genocídio que ele promove. É um crime igual ao dele, talvez pior!

Uma classe política que fez Impeachment por conta de Fiat e de pedalada fiscal poderia começar a pensar em fazer algo por conta de mais de 300 mil mortos.

 

No dia 04 de abril de 2021

CHEGA!

IMPEACHMENT JÁ! ASSINE A CARTA: foragenocida.com

O Coronavírus pode ser natural, mas não na COVID. A COVID não é uma doença natural. Ela faz parte de uma ação biopolítica. É um mal que nasceu da vida da cidade e se espraiou pelo mundo por conta da cidade. A polis é seu campo, a política ou a biopolítica é seu meio de propagação.

Sabemos que só medidas políticas ou biopolíticas podem combater a doença. Não é uma questão médica ou de clínicas e hospitais. É uma questão de auxílio emergencial, vacinação rápida e organização social. Até os ricos – 500 nomes – estão dizendo isso: que são necessárias uma ação e a consideração em relação aos mais vulneráveis. Basta ver o manifesto de banqueiros e economistas na Folha de S. Paulo, em 21/03/2021. Pela primeira vez os ricos viram que os pobres, se ajudados pelo dinheiro, irão cumprir as regras com mais facilidade e afinco. Mudaram o discurso, antes qualquer ajuda aos pobres era tomada pelos ricos como favorecendo a vagabundagem. Só Bolsonaro, isolado, agora pensa assim.

No Brasil a fusão entre Bolsonaro e a COVID foi imediata. Geramos o Bolsovírus, como foi dito pelo filósofo Paulo Ghiraldelli na Folha de S Paulo em 21/06/2020 e em 04/02/2021. O resultado estamos vendo agora, com as mortes que se avolumam e colocam o Brasil em uma espécie de “leprosário do mundo”. Entramos pelo túnel errado da busca da “imunidade de rebanho”, como o Bolsovírus estabeleceu. Precisamos sair desse túnel. A saída é uma só: tirar a caneta Bic das mãos do presidente. Qualquer outro mandatário pode restabelecer uma racionalidade para que não fiquemos três, quatro ou cinco anos no caos.

É fundamental trabalharmos para o Impeachment. Os políticos brasileiros possuem experiência nisso. Os que não querem trabalhar no Impeachment são os traidores da população e sem dúvida serão lembrados na hora do voto.

Você que é deputado, comece a agir em favor do Impeachment de Bolsonaro. Você não precisa deixar a população morrer, não precisa colaborar com isso, e nem precisa morrer politicamente abraçado a um presidente que está se derrotando por si mesmo.

Obrigado pela sua atenção!